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CFNTX - Centro de Formação do (a) Negro (a) da Transamazônica e Xingu

Empreendedor

Sobre

                        Nos anos 90, um grupo composto por duas mulheres e três homens agricultores, moradores da região transamazônica e sobreviventes do modelo de colonização desde os anos 70 imposto pelo Governo Federal, iniciaram discussões de bairros e debates políticos de resistência com a população pioneira da transamazônica, levando a pauta de visibilidade das populações excluídas das políticas públicas de Estado em especial, Educação, combate a violência contra as mulheres e o enfrentamento a discriminação racial das comunidades indígenas, negras, ribeirinhas, LGBT e quilombolas.  Nestas perspectivas de lutas coletivas o movimento que ganhou espaço social, delineou-se como movimento de resistência negra e intensificou sua articulação e mobilização junto a outros movimentos sociais, popular e sindical, surgindo assim em uma nova proposta de formalização e sistematização do movimento negro na região da transxingu, constituindo desta forma o então Centro de Formação da negra e negro da Transamazônica e Xingu-CFNTX/2007, tornando-se organização da sociedade civil sem fins lucrativos. O Centro de Formação da negra e do negro continua sua luta permanente reivindicando o fortalecimento das políticas públicas afirmativas de Educação, saúde, moradia, politicas étnicos raciais, enfrentamento à violência contra mulheres, LGBTQ+, jovens e mulheres negras vítimas do descaso dos governos. Atuamos junto as populações dos rios e florestas contra o atual modelo de “desenvolvimento” que desconsidera o território, lugar de residência, resistência e existência, cuja multiterritorialidade e diversidade são ignoradas e invisibilizadas de modo que compromete a existência de sujeitos aqui existentes. Portanto, o CFNTX tem por finalidade promover, organizar, produzir, divulgar, participar, debater e promover campanhas nacionais, estaduais e municipais de apoio, enfrentamento e defesa da população negra, dando ênfase as particularidades da região do Xingu. No tocante a tais particularidades, o CFNTX atua no enfrentamento diário ao modelo assassino de desenvolvimento instalado em nossa região sob os nomes de “Complexo Hidrelétrico de Belo Monte” e “Mineradora Belo Sun”, ambos megaprojetos do capitalismo que violam direitos humanos básicos, destroem o modo de vida das populações e contribuem com a deflagração de males sociais em cadeia como, prostituição infantil, aumento no número de violências e extermínio (em especial de jovens negros e mulheres negras), precarização de serviços públicos, desemprego, destruição do bioma nativo e todo o azar de outros estigmas. Na Cidade de Altamira, outra pauta que é alvo incessante das lutas do CFNTX e outros movimentos de base é a discriminação, tortura, extermínio e prisões arbitrárias de jovens negros na região. Segundo dados da Policia Civil do Estado do Pará, subseção Xingu, só neste ano foram 58 jovens assassinados na Cidade de Altamira e atualmente 56% da população carcerária são jovens entre 18 e 29 anos presos provisoriamente, ou seja, estão presos sob a égide de uma lenta instrução criminal, sem julgamento e sem sentença transitada em julgado, muitos esquecidos em suas celas, pois não contam com recursos para manter uma assessoria jurídica de qualidade e não são alcançados pelo Estado ou por Políticas Públicas voltadas para encarcerados, suas famílias e juventude, além da grande demanda da Defensoria Pública. No enfrentamento a estes cenários opressores o CFNTX tem obtido resultados positivos como: promoção de audiências públicas com membros dos Poderes Governamentais e sociedade civil a fim de discutirmos e encaminharmos propostas de implementação de políticas públicas voltadas para a proteção e resistência (territorial, cultural, social...) das populações atingidas pelos impactos sociais dos empreendimentos do capitalismo, como formulação de políticas públicas para moradores de reassentamentos urbanos coletivos reconhecimento das terras quilombolas da região do Maripi, subindo o rio Xingu e de articulações de proteção integral as mulheres e a juventude negra, participando ativamente da criação do Coletivo de Mulheres Negras Maria-Maria e Grupo de Resistência da Negritude Jovem. Ainda no contexto de “Belo Monte” e “Belo Sun”, o CFNTX também atua, juntamente com o Coletivo de Mulheres da Transamazônica e Xingu e Movimento de Mulheres do Campo e Cidade, na luta pelo direito à moradia digna e qualidade de vida nos reassentamentos urbanos coletivos (RUCs) impostos pelos empreendimentos, promovendo campanhas e intervenções na pauta do autocuidado e saúde da mulher negra, formação de lideranças comunitárias no âmbito dos Reassentamentos, economia solidária e sustentável e empoderamento, descriminalização e visibilidade da juventude negra. Atualmente compõem diretamente o CFNTX cerca de 60 homens, 150 mulheres, sendo destes 53 jovens. Nossas principais fontes de financiamentos são atividades próprias de economia solidária e sustentável e pequenas doações de outros movimentos sociais. Atuamos juntamente com o Conselho Municipal de Saúde, Secretaria Municipal de Saúde, Secretaria Estadual de Saúde, Ministário da Saúde, Fórum em Defesa de Altamira, Movimento de Mulheres do Campo e Cidade, Mutirão Pela Cidadania, Associação das Comunidades Quilombolas de Porto de Moz, Coletivo de Mulheres Negras Maria-Maria, Grupo de Resistência da Negritude Jovem e Coletivo de Mulheres do Xingu.

Área de atuação

Apoio à gestão de organizações de Terceiro Setor

Assistência Social

Comunicação

Cultura e Artes

Defesa de Direitos

Desenvolvimento comunitário

Educação

Empreendedorismo / Geração de Emprego e Renda

Formação para o trabalho

Meio Ambiente

Saúde

Sub-área

Cultura e Artes - Audiovisual

Cultura e Artes - Fotografia

Cultura e Artes - Literatura

Cultura e Artes - Cultura Afro Brasileira

Cultura e Artes - Dança

Cultura e Artes - Teatro

Cultura e Artes - Música Popular

Cultura e Artes - Música Erudita e Instrumental

Cultura e Artes - Artes Visuais / Plásticas

Cultura e Artes - Museu / Centro Cultural

Cultura e Artes - Patrimônio Histórico

Cultura e Artes - Cultura Indígena

Público Alvo

Juventude

Mulheres

LGBT

População Negra

Povos originários e Comunidades Tradicionais

Tipo de Empreendedor

Pessoa Jurídica sem Fins Lucrativos

Data de Fundação

01/01/2007

Locais de atuação dos projetos

Altamira - PA

Porto de Moz - PA

Vitória do Xingu - PA

Medicilândia - PA

Uruará - PA

Senador José Porfírio - PA

Brasil Novo - PA

Pará

Arquivos complementares

Ato Público em prol das mulheres negras e mulheres negras LGBT

Sites

Blog com Noticias e Atividades

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Endereço

Travessa Agrário Cavalcante , 230
A - Recreio
- / Brasil

Telefone

(93) 9912-88693

E-mail

dandaracs2015@gmail.com

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